No que diz respeito à sexualidade, muitas ideias continuam a circular de uma geração para a outra sem que ninguém as questione realmente. Algumas resultam da falta de educação sexual, outras de tabus culturais e muitas são simplesmente transmitidas de boca em boca até se tornarem verdades assumidas que, na realidade, não são verdadeiras. Saber o que é correto e o que não é ajuda as pessoas a viver a sua sexualidade de forma mais informada, sem culpa ou preocupações desnecessárias.

Mitos que ainda estão muito presentes nas conversas do dia a dia

Um dos mitos mais difundidos é a ideia de que o desejo sexual tem de ser sempre igual e imediato para ambos os parceiros. Na realidade, o desejo varia consoante a fase da vida, o stress, a saúde ou mesmo a fase da relação, e estas diferenças são completamente normais, não sendo um sinal de que algo esteja errado.

Outro mito comum é acreditar que falar sobre sexualidade com o parceiro significa que há um problema. A realidade é o oposto: os casais que mantêm uma comunicação aberta sobre este tema tendem a referir uma maior satisfação, precisamente porque abordam as suas necessidades antes que estas se transformem numa fonte de frustração.

Equívocos sobre a idade e a sexualidade

É também comum pensar que o interesse pela sexualidade diminui automaticamente com a idade. Os dados mostram que muitas pessoas mantêm uma vida íntima ativa e satisfatória ao longo da vida adulta e que as mudanças que ocorrem com o tempo estão mais relacionadas com a saúde geral, a autoestima ou a qualidade das relações do que com a idade em si.

Da mesma forma, existe a crença de que procurar informação sobre saúde sexual ou recursos para apoiar a vida íntima é um sinal de que algo está errado. Na realidade, cuidar desta parte da vida é tão razoável como cuidar da alimentação ou do sono, e não deve ser motivo de vergonha.

Por que é importante desmistificar estes mitos

Estes equívocos não são inofensivos. Criam expectativas irrealistas, alimentam comparações com o que é supostamente normal e, em muitos casos, levam ao silêncio ou à frustração, em vez de à conversa e à resolução de problemas. Confiar em informação baseada em evidências, em vez de crenças herdadas e inquestionadas, é o primeiro passo para viver a sua sexualidade com menos pressão e mais tranquilidade.

Se quiser continuar a aprender sobre saúde sexual e bem-estar íntimo a partir de uma perspetiva rigorosa e livre de tabus, no blog INTOYOU continuamos a publicar conteúdos concebidos para o apoiar ao longo do caminho.

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