Há uma frase que dizemos quase de forma automática: "não tenho tempo para mim". Repetimo-la enquanto encontramos sempre uns minutos para o telemóvel, para o ginásio, para mil tarefas que nem são urgentes. Mas quando se trata de passar tempo a sós com o próprio corpo, esse tempo desaparece da agenda sem que ninguém dê por isso. É aí que começa o problema, mas também a oportunidade.
O que entendemos por autocuidado íntimo
O autocuidado íntimo é, simplesmente, o tempo que dedicas a conhecer e a desfrutar do teu próprio corpo, sem outra finalidade que não seja sentires-te bem. Não é mais uma tarefa a acrescentar à lista de bem-estar, nem uma obrigação. É um espaço que te pertence, tão legítimo como um duche quente depois de um dia mau ou vinte minutos de leitura antes de dormir, só que ainda nos custa chamá-lo assim.
Faz parte do mesmo bem-estar íntimo de que falamos quando pensamos em descanso, alimentação ou saúde emocional. A diferença é que este território continua rodeado de silêncio, e é precisamente esse silêncio que faz com que muitas mulheres o deixem sempre para depois.
Porque custa tanto dar-te esse tempo
Normalmente não é falta de vontade, é falta de permissão. Crescemos a ouvir que o tempo para nós próprias é um luxo, e que o prazer próprio, quando surge na conversa, vem quase sempre ligado ao de outra pessoa. O resultado é uma lista de desculpas conhecidas: não há tempo, não é o momento, faço noutro dia. Reconhecer este padrão é o primeiro passo para o mudar.
O que costumas ganhar quando te permites
Dedicar-te esse tempo não é só prazer, é também uma forma de cuidado com efeitos que muitas mulheres descrevem além do próprio momento:
- Ajuda a libertar tensão. Como qualquer momento de prazer e relaxamento consciente, ajuda a soltar a tensão física e mental acumulada durante o dia.
- Melhora a relação com o teu corpo. Quanto melhor te conheces, mais fácil é identificar o que gostas, o que precisas e o que queres comunicar, caso um dia decidas partilhá-lo com alguém.
- Costuma favorecer o descanso. Muitas mulheres notam que, depois desse momento, custa menos adormecer.
- Reforça a autoestima. Aprender a dar-te prazer sem depender da validação de mais ninguém também muda a forma como te relacionas contigo própria noutras áreas da vida.
Não é preciso nenhum número para o justificar: basta a experiência de quem o experimenta com calma e sem culpa.
Como construir o teu próprio ritual de autocuidado íntimo
Escolhe um momento sem pressa
Não precisas de uma noite inteira livre. Bastam quinze ou vinte minutos em que saibas que ninguém te vai interromper: antes de dormir, depois de um duche, num domingo à tarde mais calmo. O que importa não é a duração, é a calma.
Cuida do espaço, mesmo que seja pequeno
Uma luz quente, o telemóvel em silêncio, uma temperatura agradável. Não precisas de transformar o teu quarto, basta afastar o que te distrai ou te faz sentir observada, mesmo estando sozinha.
Começa sem exigires nada de ti
Se é a primeira vez que pensas assim neste assunto, o melhor é começar sem pressão e sem comparar a tua experiência com a de ninguém. Há bastantes mitos sobre como este processo deveria ser, e quase nenhum se revela útil quando chega o momento real.
Deixa que o corpo marque o ritmo
Não existe uma única forma correta de o fazer. Experimenta, para, muda de ideias, repete o que gostaste. Essa margem para errar é, na verdade, a parte mais saudável do processo.
Precisas de um brinquedo para começar?
Não é obrigatório, mas para muitas mulheres um brinquedo pensado para principiantes torna esse primeiro passo mais simples: intensidades graduais, formas simples e funcionamento intuitivo, sem curva de aprendizagem. Se quiseres começar por aí, na nossa seleção para principiantes encontras modelos pensados exatamente para isso, sem precisares de saber de antemão o que mais vais gostar. Se preferires ver todo o catálogo de formas de estimulação pensadas para o prazer feminino, a colecção para ela junta todas as opções, desde as mais discretas até às mais completas.
Perguntas frequentes
É normal dedicar tempo ao meu próprio prazer mesmo tendo namorado ou marido?
Sim. O autocuidado íntimo não compete com a vida em casal nem a substitui, é um espaço distinto e complementar. Conhecer-te melhor também costuma traduzir-se numa comunicação mais clara sobre o que gostas, quando decidires partilhá-lo.
Com que frequência devo fazê-lo?
Não existe uma frequência correta ou geralmente recomendada. Como qualquer outro hábito de autocuidado, o que importa é que responda ao que precisas em cada momento, e não a uma regra externa.
Que brinquedo escolher se é a primeira vez?
O mais simples é começar por um design simples, com intensidade regulável e um tamanho discreto, para poderes explorar sem complicações. A colecção para principiantes está pensada exatamente para responder a essa primeira dúvida.
Dá-te a permissão que já mereces
O autocuidado íntimo não precisa de uma ocasião especial nem de justificação. Precisa, acima de tudo, que deixes de o adiar. Se hoje é o dia em que finalmente te dás esse tempo, faz-lo com calma, sem pressa, e se quiseres acompanhá-lo com algo pensado para facilitar esse primeiro passo, já sabes onde o encontrar.





Partilhar:
Como falar com o teu parceiro sobre a vossa vida íntima sem que seja estranho
Suvi: lambida, sucção, mordidela e vibração num só estimulador